Neste período das águas, que coincide com a fase de recria em grande parte do Brasil, o controle das verminoses torna-se o maior desafio sanitário das fazendas.
Segundo o médico veterinário Antônio Coutinho, gerente técnico da Vetoquinol Saúde Animal, o produtor enfrenta um “inimigo invisível”: ao contrário dos carrapatos, os vermes não são vistos no lombo do boi, mas agem internamente roubando os nutrientes do suplemento mineral e impedindo a conversão em carcaça.
Confira:
O impacto das verminoses na suplementação
Em 2026, com a tecnologia de nutrição avançada, o pecuarista não pode aceitar “alimentar o verme” em vez do gado. A sanidade é o pilar que sustenta a genética e a nutrição.
O animal infestado muitas vezes parece saudável, mas as verminoses reduzem drasticamente o Ganho Médio Diário (GMD). O verme compete diretamente pelos nutrientes do capim e do suplemento, o que atrasa a engorda e a entrada das novilhas na vida reprodutiva.
Retorno sobre o investimento (ROI) e lucratividade
Combater as verminoses é um dos investimentos de maior retorno dentro da porteira. Dados validados por universidades federais (UFMS e UFG) mostram que com uma dose que custa aproximadamente R$ 5,00, o produtor pode obter um lucro líquido de até R$ 19,00 por animal em ganho de peso extra.
O investimento em um protocolo sanitário eficiente se paga quase quatro vezes apenas em ganho de carcaça, sem contar a economia gerada pela antecipação do ciclo de abate.
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Tecnologia contra a resistência parasitária
Um grande gargalo atual é o uso repetido de moléculas antigas (desde a década de 80), que gerou vermes resistentes. A solução apresentada em 2026 envolve associações modernas, como o Bullmax Premium:
- Combinação estratégica: utiliza Fluazuron (10%) para controle de carrapatos e Eprinomectina (4,8%) para as verminoses.
- Eficácia superior: a Eprinomectina é uma molécula mais potente onde as ivermectinas tradicionais já falham.
- Flexibilidade: com apenas 17 dias de carência, permite o manejo seguro de animais que já estão próximos da fase de terminação.
Diagnóstico: o exame de OPG
O pecuarista moderno não deve aplicar medicamentos “no escuro”. O uso do exame de OPG (Ovos por Grama de Fezes) é a ferramenta essencial para:
- Identificar a carga parasitária real do lote.
- Validar se o vermífugo utilizado ainda tem eficácia na propriedade.
- Garantir que o “escudo sanitário” da fazenda esteja realmente ativo durante todo o período das águas.
Se você está desmamando ou recriando agora, este é o momento crítico para “zerar” os parasitas. “O verme é como a falta de saneamento básico: é invisível, mas sua ausência causa um estrago enorme no desenvolvimento”, resume Antônio Coutinho.
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