O final de semana chega com um cenário de “fartura de águas” no corredor central do Brasil, enquanto o extremo Sul e o sul paulista ainda lutam contra o calor e a restrição hídrica.
Para os pecuaristas da região de Lins, o tempo muda para melhor. A previsão indica chuvas rítmicas que devem somar 100 milímetros até o início de março. Essa umidade é “ouro” para repor o solo e dar vigor total às pastagens.
O calorão dá uma trégua imediata, mas fique atento: as máximas voltam a subir na primeira quinzena de março, ultrapassando os 33°C. Programe seus serviços de campo (reformas de pasto, cercas e adubações) para o período entre 25 de fevereiro e o final da primeira quinzena de março, quando o clima estará mais favorável.
Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:
Na região de Rio Verde (GO), a chuva não dá trégua neste final de semana. Sexta (20), sábado (21) e domingo (22) serão marcados por pancadas fortes e contínuas. Apesar da umidade excessiva, as temperaturas estão amenas (máximas abaixo de 30°C), o que é excelente para o desempenho metabólico do gado.
Tendência de acumulados (próximos 5 a 15 dias)
O corredor de umidade continua favorecendo o “meio” do país, enquanto as extremidades exigem cautela. Confira a previsão por região:
- Mato Grosso do Sul: retorno gradual da chuva (40 a 50 milímetros em 5 dias), o que começa a aliviar o estresse hídrico severo das últimas semanas.
- Minas, Goiás e Matopiba: chuva persistente. O alerta aqui é logístico: o solo muito encharcado pode dificultar o tráfego de caminhões de boi e de insumos.
- Sul de SP e região Sul: o cenário permanece quente e seco. Pelos próximos 10 a 15 dias, a restrição hídrica continua, exigindo atenção máxima às reservas de água e ao escore do gado.
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Orientação ao produtor
A estratégia da semana deve ser dividida conforme o volume de água na sua porteira. Em locais como Lins (SP) e Mato Grosso do Sul, aproveite o “salto” de crescimento que o capim dará com essas chuvas. É a última grande oportunidade de formar massa forrageira de qualidade antes da entrada do outono.
Com o solo saturado em Goiás e Minas Gerais, monitore de perto a saúde dos cascos (pododermatites) e evite manter o rebanho em áreas de várzea ou baixadas que possam alagar rapidamente.
Para a região Sul, o foco é o manejo da carga. Não “sobrecarregue” os pastos; ajuste o lote para não degradar a pastagem que já está estressada pelo calor.
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