Queda do milho favorece relação de troca e fortalece margem neste início de 2026; saiba mais

Foto: Pixabay.

No mais recente episódio do quadro “A conta do Boi”, o zootecnista e consultor Gustavo Sartorello, idealizador da startup Agroplanner e coordenador do ICBC, trouxe um alerta fundamental para o pecuarista brasileiro: o cenário atual para a compra de milho representa um verdadeiro “cavalo arreado” que não pode ser ignorado.

Com a desvalorização do grão e a valorização da arroba, o poder de compra do produtor atingiu patamares históricos neste início de 2026.

Confira:

Relação de troca histórica: a moeda arroba fortalecida

A rentabilidade na pecuária depende da relação entre o valor de venda e o custo dos insumos. Em 2026, a “moeda” arroba nunca comprou tanto milho como agora, otimizando a margem de quem trabalha com sistemas intensivos, como o confinamento e a TIP.

  • Evolução do Poder de Compra:
    • 2024: 1 arroba comprava 3,7 sacas de milho.
    • 2025: a relação subiu para 4,3 sacas.
    • Projeção 2026: no mercado futuro, os negócios já estão sendo firmados a 5,0 sacas de milho por cada arroba vendida.

Oportunidade real: janeiro de 2026 em números

O comportamento do mercado no primeiro mês do ano consolidou uma janela de oportunidade rara para o planejamento nutricional da safra. Enquanto o produto final (boi) subiu, o insumo base (grão) recuou.

  • Valorização do boi gordo: alta de 2,5%, atingindo a referência de R$ 333,00 (Cepea).
  • Desvalorização do milho: queda de 5,0%, sendo negociado próximo aos R$ 67,00.
  • Estratégia: esta inversão de curvas permite travar os custos de alimentação para o período da seca com uma margem de lucro muito mais folgada.
Foto: Divulgação.

Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!

Gestão e o Índice de Custo de Bovinos Confinados (ICBC)

Como coordenador do ICBC, que funciona como uma “inflação oficial” para o gado de cocho, Sartorello reforça que o bom gestor deve focar em metas e não em especulação. A gestão de alta performance deve seguir três passos:

  1. Domínio de custos: saber o valor exato da arroba produzida “dentro da porteira”.
  2. Definição de margem: se a relação de 5 sacas por arroba garante o lucro, o ideal é travar a operação.
  3. Uso do mercado futuro: utilizar ferramentas de proteção para garantir que os preços favoráveis de hoje reflitam no caixa no momento do abate.

“Garantir a rentabilidade mínima todos os anos, através de juros compostos, leva o seu negócio a patamares de crescimento que você não imagina”, afirma Sartorello.

News Giro do Boi no Zap!

Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi 2.

Rolar para cima