Um estudo da FGV Agro, em parceria com a ABIEC, apresentado durante a COP-30, revela que a pecuária de corte brasileira tem potencial técnico para reduzir em até 80% suas emissões de carbono até 2050.
O pilar central dessa transformação é o abate precoce, que, ao acelerar o ciclo de vida do animal, reduz drasticamente o tempo de emissão de gases por cabeça, provando que eficiência produtiva e sustentabilidade caminham juntas.
A redução da idade de abate é apontada pela pesquisadora Camila Estevan como o fator de maior impacto individual na mitigação de gases de efeito estufa.
Confira:
O impacto direto do abate precoce
Segundo o estudo, ao antecipar o abate precoce em apenas 12 meses, as emissões de um único animal diminuem entre 30% e 40%. Quanto menos tempo o animal permanece na fazenda para atingir o peso ideal, menor é o consumo total de recursos e menor a emissão acumulada de metano entérico.
Além do abate precoce, o estudo da FGV Agro detalha cenários que podem levar o setor a uma redução de até 92,6% nas emissões líquidas. Um pasto bem manejado e recuperado funciona como um “sequestrador” de carbono, fixando o gás no solo e neutralizando as emissões dos animais.
Além disso, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) utiliza árvores e biomassa para remover carbono da atmosfera, permitindo a produção de carne carbono neutro. O uso de aditivos alimentares específicos ajuda a reduzir a fermentação entérica (o “arroto” do boi), otimizando a conversão alimentar.
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Brasil como protagonista global
O objetivo do estudo é internacionalizar a “Ciência Tropical”, mostrando que a pecuária brasileira a pasto é parte da solução climática global. O setor busca ser medido por métricas nacionais, combatendo o uso de dados de clima temperado que não refletem a realidade da pecuária tropicalizada.
A sustentabilidade não exige tecnologias inacessíveis. O foco no manejo de pasto e na engorda rápida já coloca o produtor no caminho da descarbonização. A mensagem da FGV Agro é clara: o pecuarista que investe na redução da idade de abate está, simultaneamente, aumentando seu lucro e atendendo às exigências ambientais do mercado internacional.
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