O cenário climático para o início de fevereiro de 2026 é marcado por um forte contraste hídrico e térmico.
Segundo o meteorologista Artur Müller, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) estabeleceu um corredor de umidade vital para o Brasil Central e Sudeste. Enquanto essa umidade garante o desenvolvimento das lavouras e pastagens no Centro-Oeste, o Rio Grande do Sul enfrenta um alerta vermelho devido a uma onda de calor severa e seca prolongada.
Confira:
Centro-Oeste e Sudeste: chuva e janelas de plantio
O corredor de umidade trouxe alívio para o solo em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, mas exige agilidade logística dos produtores.
No caso do Mato Grosso, com a colheita da soja atingindo 33% da área (18% à frente do ano anterior), o foco deve ser o plantio imediato do milho safrinha. A tendência de corte precoce das chuvas em maio torna o plantio precoce essencial.
Entre 10 e 16 de fevereiro, as chuvas devem se intensificar em Goiás e leste de MT. Em regiões como Querência (MT), as janelas para colheita serão curtas, exigindo planejamento rigoroso.
Já em Araçatuba (SP), a chuva persiste, mas o alerta é para o baixo nível dos reservatórios. O outono de 2026 promete restrição hídrica severa, tornando o uso racional da água obrigatório.
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Alerta vermelho no Rio Grande do Sul: estresse térmico
Enquanto o corredor de umidade favorece o centro do país, o estado gaúcho vive uma situação crítica que ameaça tanto a agricultura quanto a pecuária. As temperaturas máximas oscilam entre 37°C e 40°C, coincidindo com a fase de enchimento de grãos da soja.
O estresse térmico exige atenção inegociável. A hidratação constante e a oferta de sombra são fundamentais para evitar perdas de produtividade e mortalidade, especialmente em sistemas de confinamento.
Norte e Matopiba: recuperação gradual
No Pará, a descida da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) finalmente trouxe chuvas para o centro-norte do estado. Por lá, a previsão é de 200 a 300 milímetros, o que favorece o desenvolvimento das pastagens e a estação de monta.
Apesar da melhora, os volumes ainda estão abaixo da média histórica de 400 milímetros, mantendo os reservatórios com um déficit de cerca de 150 milímetros.
Fevereiro exige rapidez: no Centro-Oeste, a prioridade é finalizar a colheita da soja e acelerar o milho safrinha. No Sul, o manejo deve focar na sobrevivência das plantas e no bem-estar animal sob calor extremo.
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