Na pecuária de 2026, a tecnologia e o maquinário são apenas partes de uma engrenagem maior.
Segundo o zootecnista Ricardo Arantes, da TRI Consultoria, o diferencial das fazendas mais lucrativas do Brasil não está apenas no que se produz, mas em quem produz: o coeficiente humano. Para que a gestão de alta performance seja uma realidade, o colaborador deve ser visto como a peça-chave que conecta o manejo, a genética e a estratégia financeira.
Confira:
A fazenda como empresa: o fim do amadorismo
Em um mercado extremamente competitivo, a fazenda deixou de ser um “estilo de vida” para se consolidar definitivamente como uma unidade de negócio.
Propriedades que não operam sob gestão profissional e metas claras estão sendo destinadas ao arrendamento ou à venda. Operar sem dados é comparado a dirigir no escuro; o resultado econômico só aparece quando a liderança profissionaliza todos os processos internos.
O coeficiente humano e a “engrenagem” da retenção
A rotatividade de funcionários (turnover) é um dos custos invisíveis mais perigosos para o bolso do produtor. Cada demissão envolve custos de acerto, recrutamento e o tempo perdido na curva de aprendizado do novo contratado.
O conceito central é que “pessoas não pedem demissão da fazenda, elas pedem demissão de chefes ruins”. Antes de culpar o mercado ou o salário, o gestor deve avaliar se a cultura interna valoriza ou expulsa os talentos.
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A reunião como ferramenta de escuta ativa
Ricardo Arantes defende que a comunicação deve ser a graxa que lubrifica essa engrenagem produtiva. As reuniões não devem servir apenas para dar ordens de serviço, mas para criar um ambiente de segurança onde o colaborador possa sugerir melhorias.
O objetivo é a “escuta ativa”, onde se ataca a falha no processo sem ferir o ego de quem a cometeu, garantindo que a equipe caminhe unida em direção ao resultado.
Valorização e responsabilidade
O engajamento automático ocorre quando o colaborador percebe que o sucesso do negócio também reflete no seu bem-estar. Fazendas de alta performance investem pesado em cursos e treinamentos. O funcionário que se sente capaz produz mais e melhor.
Preocupar-se com a família e as condições de vida do time cria um vínculo de lealdade. Ao mesmo tempo, a gestão deve ser firme: quem não “veste a camisa” ou joga contra a cultura da empresa deve ser desligado para proteger o grupo.
Capacitação em 2026
Para democratizar o acesso à liderança no campo, iniciativas como a expedição Acrimat em Ação 2026 e a plataforma Comunidade Crescer oferecem suporte contínuo aos produtores que desejam transformar o manejo de gente em lucro real.
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