Na previsão do tempo desta quarta-feira (28), o cenário para a virada de mês é de “torneira aberta” no corredor central do Brasil. Com o solo já bem suprido, o foco agora muda para o aproveitamento dessa umidade na adubação e o cuidado com as estruturas da fazenda.
Na região de Jataí (GO), as mínimas permanecem estáveis entre 20°C e 21°C. No entanto, prepare-se para uma queda importante nas máximas na segunda quinzena de fevereiro. Isso ocorrerá devido ao aumento da cobertura de nuvens, o que reduz o estresse térmico sobre o gado.
O acumulado deve atingir os 270 milímetros. O diferencial é a distribuição: o pico de intensidade virá na segunda metade de fevereiro, garantindo que o capim chegue ao final do verão com vigor total.
Confira:
Campanha Gaúcha: Bagé (RS)
Para quem produz carne no Pampa, o clima traz mudanças importantes. Nesta quarta-feira, o sol predomina e o tempo segue seco, facilitando o trabalho de campo.
Na quinta (29) e sexta-feira (30), uma frente fria traz instabilidade. A temperatura cai e as chuvas isoladas devem ajudar na reposição dos reservatórios (açudes) e no conforto térmico do rebanho, especialmente em animais de raças britânicas.
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Mapa de chuvas e tendências (até 1º de fevereiro)
O monitoramento via satélite mostra que a faixa central do Brasil será o grande destaque hídrico desta semana. No Mato Grosso do Sul, chuva intensa à vista. É a redenção das pastagens que sofreram com o calor de 38°C na semana passada. Ótimo para a rebrota imediata.
São Paulo e Minas Gerais mantêm o padrão de chuvas volumosas, garantindo a manutenção do vigor das forrageiras.
No norte (Acre e Amazonas), alerta para chuvas volumosas. A atenção deve ser voltada para o manejo de lama em áreas de confinamento ou currais. No Nordeste (Piauí e Maranhão, a chuva ganha corpo no Matopiba, beneficiando tanto as pastagens quanto as lavouras de grãos.
Orientação ao produtor
O clima dita as regras de manejo para os próximos dias. Em Jataí, o cenário de 270 milímetros bem distribuídos é o “paraíso” para quem quer adubar. Aproveite a umidade constante para a incorporação dos nutrientes, mas evite aplicar em dias de previsão de chuvas muito pesadas (acima de 30 milímetros) para não perder adubo por arraste.
Com a previsão de chuva intensa no Mato Grosso do Sul, proteja o suplemento. Cocho molhado é prejuízo: a ureia pode empedrar e o farelo pode azedar, causando rejeição pelo gado e risco de intoxicação.
Já em Bagé, aproveite a queda de temperatura na quinta-feira para realizar manejos pesados, como vacinações, pesagens ou desmamas. O animal sofre menos e a resposta imunológica é melhor.
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