Planejamento, perfil de desembolso e indicadores de eficiência definem a gestão da fazenda

Foto gerada por IA.

A gestão financeira na pecuária é o divisor de águas entre o lucro e o prejuízo, especialmente em um cenário de custos elevados e margens estreitas em 2026.

Em entrevista ao Giro do Boi, o zootecnista e consultor Leonardo Lima, do Instituto Integra, reforçou que a diferença entre as fazendas que lucram e as que amargam prejuízo não reside no preço de venda, ditado pelo mercado, mas na capacidade de planejamento e controle dos indicadores internos.

Dados de benchmarking do Instituto Integra revelam um cenário de alerta: enquanto 30% das propriedades monitoradas perdem cerca de R$ 6.000,00 por hectare, as fazendas de alta performance lucram mais de R$ 12.000,00 por hectare.

Confira:

Os pilares da gestão de alta performance

O sucesso dessas propriedades “top” está ancorado em um planejamento rigoroso que integra dados biológicos e financeiros. Para transformar a fazenda em uma empresa lucrativa, Leonardo Lima destaca indicadores fundamentais que compõem o quadro de eficiência:

  • Desembolso cabeça/mês: é o controle rigoroso de quanto custa manter cada animal (nutrição, sanidade e mão de obra).
  • GMD (Ganho Médio Diário): mede o quanto o animal engorda por dia, refletindo a eficiência da dieta e do manejo.
  • Lotação: capacidade de suporte do pasto, equilibrando o número de animais com a oferta de forragem.
  • Gestão de dados: a integração de métricas permite ajustes rápidos. “O que não se mede, não se gerencia”, afirma o especialista.

Organização e disciplina financeira

O planejamento financeiro exige a separação total entre o patrimônio familiar e o caixa da propriedade. Gastos pessoais nunca devem ser misturados com o caixa da fazenda. A troca da caminhonete da família, por exemplo, não pode drenar o recurso destinado à reposição sem controle.

Da compra de grandes lotes ao “pacotinho de prego”, cada centavo deve ser anotado para gerar métricas confiáveis.

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Tecnologia e planejamento contra juros altos

Em tempos de taxas Selic elevadas, o pecuarista precisa atuar como estrategista para proteger seu fluxo de caixa. Antecipar quantos animais precisam ser vendidos para cobrir investimentos evita o endividamento desnecessário.

Além disso, ter capital de giro planejado permite negociar descontos agressivos na compra de insumos, anulando o impacto da inflação e dos juros.

Dica prática: a fita métrica no lugar da balança

A falta de uma balança eletrônica não justifica a ausência de monitoramento de peso. Leonardo sugere o método da fita para garantir que o planejamento nutricional esteja funcionando:

  1. Meça a circunferência da caixa torácica do animal (em cm).
  2. Multiplique o valor por 2.8.
  3. Exemplo: 100 cm de circunferência x 2.8 = 280 kg.

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